quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O que eu quero fazer da minha vida!





'Hoje levantei cedo pensando no que tenho
a fazer antes que o relógio marque meia noite.

É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo
ou agradecer às águas por lavarem a poluição.

Posso ficar triste por não ter dinheiro
ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças,
evitando o desperdício.

Posso reclamar sobre minha saúde
ou dar graças à DEUS por estar vivo.

Posso me queixar dos meus pais por não terem me
dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.

Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.

Posso lamentar decepções com amigos
ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.

Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está à minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.'

Charles Chaplin



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

RECEITA DE ANO NOVO


RECEITA DE ANO NOVO





Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Homenagem de Malu para o aniversário da Vovó Luzia

Quem será que é?


Ela é bem próxima não é mãe,
nem madrinha
Ela, meio velhinha.
Não anda nem direito
Mas tem que ter respeito.
Deita no seu sofá
E ninguém a tira de lá.
Gosta de uma broa
Por isso a velha boa.
È bem caladinha
E encolhidinha.
Não é de falar
E também de andar.


Essa bela mulher
Todo mundo quer.


Essa é a avó Luzia
Uma bela companhia.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009


FORÇA E CORAGEM


É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.

É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para não revidar.



É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.

É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro.

É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.

É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.

É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.

É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para faze-lo parar.

É preciso ter força para fazer tudo sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.

É preciso força para enfrentar os desafios que a vida oferece,
mas é preciso coragem para admitir as próprias fraquezas.

É preciso força para buscar o conhecimento,
mas é preciso coragem para reconhecer a própria ignorância.

É preciso força para lutar contra a desonestidade,
mas é preciso coragem para resistir às suas investidas.

É preciso força para enfrentar as tentações,
e é preciso coragem para não cair nas suas armadilhas.

É preciso ter força para gritar contra a injustiça,
mas é preciso muita coragem para ser justo.

É preciso força para pregar a verdade,
mas é preciso coragem para ser verdadeiro.

É preciso força para levantar a bandeira da paz,
mas é preciso coragem para construí-la na própria intimidade.
É preciso ter força para falar,
mas é preciso coragem para se calar.

É preciso força para lutar contra a insensatez,
mas é preciso coragem para ser sensato.

É preciso ter força para defender os bens materiais,
mas é preciso coragem para preservar o patrimônio moral.

É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.


É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para aprender a viver.

É preciso ter muita força para enfrentar as batalhas do dia-a-dia,
mas é preciso muita coragem moral,
para vencer-se a si mesmo.

Força e coragem: duas virtudes com as quais podemos conquistar grandes vitórias.
E a maior delas é a vitória sobre as próprias imperfeições.

Para pensar!



Muitas pessoas entrarão e sairão de sua vida.
Mas apenas os amigos verdadeiros deixarão pegadas em seu coração.

Para manejar você mesmo, use sua cabeça.
Para manejar os outros, use seu coração.

Se alguém trair você uma vez, a culpa é dele.
Se ele te trair uma segunda vez, a culpa é sua.

Mentes grandes discutem idéias.
Mentes medianas discutem eventos.
Mentes pequenas discutem pessoas.

Deus dá alimento a todos os pássaros,
mas Ele não joga no ninho.

Aquele que perde dinheiro, perde muito.
Aquele que perde um amigo, perde mais.
Aquele que perde a Fé, perde tudo.

Pessoas jovens e belas são obra da Natureza.
Pessoas idosas e belas são obra de Arte.

Aprenda com os erros alheios.
Você não conseguiria viver tempo suficiente
para cometê-los todos sozinho.

A língua pesa praticamente nada,
mas poucas pessoas conseguem segurá-la.


Autor desconhecido

Benção

Deus Pai Celestial, o mais cortês e amoroso, eu te invoco,
Tu que bendizes minha família abundantemente.
Sei que Tu reconheces que uma família, não é mais do que
uma mãe, pai, irmã e irmão, marido e esposa.
É um grupo onde todos crêem e confiam em Ti.
Deus meu,
Te elevo esta oração para que me bendigas financeiramente.

Assim também desejo esta benção
financeira estendam a todos os meus amigos e familiares.


Sabemos do poder da oração unida
por todos aqueles que crêem e confiam em Ti.

Pai Amado és o mais poderoso que pode existir.
Eu te agradeço de antemão por Tuas bênçãos.

Que DEUS Pai entregue agora mesmo, à pessoa que
lê esta mensagem a abundancia e misericórdia, para
o cancelamento de suas dividas e cargas econômicas.

Que floresçam seus bens, de acordo com a vontade
Divina, em harmonia perfeita para todo o mundo e sob Sua Graça Divina.
Que Ele derrame Sua piedosa sabedoria
e que possamos ser bons servidores e administradores
das bênçãos financeiras de Deus.
Sabemos o maravilhoso e poderoso que és Pai Nosso
e sabemos que se apenas Te obedecermos e caminharmos em Tua Palavra,
ainda que tenhamos
a fé do tamanho de uma semente de mostarda,
Tu derramaras sobre todos
nós Tuas bênçãos. Agradeço-te agora Pai e Senhor Nosso, pelas bênçãos
que acabamos de receber e as bênçãos que hão de vir.

Em nome de Deus,
Amem!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Morte Lenta! - reflexão para iniciar um ano novo feliz


Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito e do trabalho,
repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is"
a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam o brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeções, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se
da má sorte ou da chuva incessante,
desistindo de um projeto antes de iniciá-lo,
não tentando um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
do que o simples ato de respirar.

Estejamos vivos, então!"

Pablo Neruda

É bom!

É bom quando chega o Natal

a este mundo que enfeita vitrinas e se
curva reverente ante o "deus capital";




a este mundo que é cruel o ano inteiro, que mostra a

violência em todos os canais, espalhando notícias de medo e multiplicando mãos sujas de sangue.


É bom quando chega o Natal, porque o Natal é Deus resistindo e insistindo em convencer todas as pessoas a trocar a crueldade pela fraternidade, o ódio pelo amor, a violência pela paz, a exclusão pela acolhida, a dúvida pela fé, a ofensa pelo perdão, a tristeza pela alegria, o indiferentismo pela solidariedade, o egoísmo pela partilha, a morte pela vida.


É bom quando chega o Natal.


A gente sente bem mais forte

que chegou a hora de sonhar de novo,

que este mundo pode mudar, para ser do jeito que Deus desejou: sinal do seu Reino entre nós.


É bom quando chega o Natal!...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

para um novo feliz



REALIZE SEUS DESEJOS E SEJA FELIZ.


"Eu permito a todos ser como quiserem, e a mim como devo ser."
Chico Xavier


Concentre-se nas frases abaixo:


"Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez."


"Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor."


"A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Folia de Reis/ baiano e os novos


Folia de Reis


Baiano e Os Novos Caetanos


Ai, andar andei!

Ai, como eu andei!

E aprendi a nova lei:

Alegria em nome da rainha


E folia em nome de rei!

Alegria em nome da rainha


E folia em nome de rei!

Ai, mar marujei!

Ai, eu naveguei!

E aprendi a nova lei:

Se é de terra que fique na areia

O mar bravo só respeita rei!

Se é de terra que fique na areia

O mar bravo só respeita rei!


Ai, voar voei! Ai, como eu voei!

E aprendi a nova lei: Alegria em nome das estrelas

E folia em nome de rei!

Alegria em nome das estrelas

E folia em nome de rei!Ai, eu partirei!

Ai, eu voltarei!


Vou confirmar a nova lei:

Alegria em nome de Cristo

Porque Cristo foi o Rei dos reis!


Alegria em nome de Cristo

Porque Cristo foi o Rei dos reis!

Alegria em nome de Cristo

Porque Cristo foi o Rei dos reis!

Alegria em nome de Cristo Porque Cristo foi o Rei dos reis!

Cantiga por Gil Vicente


Em Belém, vila do amor,
da rosa nasceu a flor, virgem sagrada.

Em Belém, vila do amor,
nasceu a rosa do rosal, virgem sagrada.

Da rosa nasceu a flor,
para nosso Salvador, virgem sagrada.

Nasceu a rosa do rosal,
Deus e homem natural, virgem sagrada.

E o menino dela nascido naquela noite vicentinado
Natal era o Salvador do Mundo,
descendente da altalinhagem de David,
filho de Jessé.

O Natal que eu quero!/ Luis carlos Amorim


Quero o Natal completo e por inteiro, verdadeiro.

Quero o Natal pulsando em mim e em todo ser;


Quero o Natal nos olhos, luz a colorir a vida, a semear a paz;

Quero o Natal nas mãos, carinho a semear ternura;


Quero o Natal nos lábios, canção a propagar a fé.

Quero o Natal no coração, multiplicando amor, presente maior que posso ter...


O Natal que eu quero!

natal chegando!!!!!!!!!!!!


Quem me acode

à cabeça e ao coração

neste fim de ano,

entre alegria e dor?



Que sonho,

que mistério,

que oração?


Amor.


Dezembro de 1985- Carlos Drummond de Andrade -


quinta-feira, 5 de novembro de 2009



Gato


Maria Luiza Santos da Costa


Alguns de unhas,
Afiadas, outros, bem aparadas!
Um deles dá azar
Não pode encontrar.
Gosto de novelo
Lambo meu pelo



Tenho o olhar bem frio
Eu também mio
Sou manchado, até
Mesmo pintado
Água nem olhar
É bom o ar.
Corro atrás do rato
Eu sou o gato!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O GRITO _ Martha Medeiros




O Grito
Martha Medeiros



Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra.

Ela sabe.

Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz um amigo para outro.

Ele sabe.

Não sei se quero continuar com a vida que tenho, pensamos em silêncio.

Sabemos, sim.

Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas tolas, elucubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos utilizar para procurar uma verdade que se encaixe nos nossos planos: será infrutífero. A verdade já está dentro, a verdade impõe-se, fala mais alto que nós, ela grita.

Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos desviar este amor para outro amor, um amor aceitável, fácil, sereno. Podemos dar todas as provas ao mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.

A verdade grita. Provoca febres, salta aos olhos, desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá de dentro vêm todas as informações que passarão por uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma: ninguém tem dúvida sobre si mesmo.

Podemos passar anos nos dedicando a um emprego sabendo que ele não nos trará recompensa emocional. Podemos conviver com uma pessoa mesmo sabendo que ela não merece confiança. Fazemos essas escolhas por serem as mais sensatas ou práticas, mas nem sempre elas estão de acordo com os gritos de dentro, aquelas vozes que dizem: vá por este caminho, se preferir, mas você nasceu para o caminho oposto. Até mesmo a felicidade, tão propagada, pode ser uma opção contrária ao que intimamente desejamos. Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o esperado e é feliz, puxa, como é feliz. E o grito lá dentro: mas você não queria ser feliz, queria viver!

Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o alto.

Sabe.

Eu não sei por que sou assim.

Sabe.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Quero crescer!

"Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana;
que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos,
não se considera eleita para a "última hora";
não foge de sua mortalidade,
defende a dignidade dos marginalizados,
e deseja andar humildemente com Deus.

Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo."

Ricardo Gondim

Faz tempo


Quando o ancoradouro se torna amargo
A felicidade vai aportar em outro lugar!

Faz Tempo
Ivete Sangalo


Composição: Gigi / Fabiano O'Brian


Já não se sabe

O momento exato de partir

Não quero me entregar

Tão cedo...


Aquele amor que eu senti

Quando te conheci

Não tá rolando mais

Faz tempo...


Não vejo mais

O brilho dos seus olhos

Prá mim

Nem sei se ainda

Posso mesmo te fazer feliz...


Cada momento que passamos

Juro! Foi bom!

Mas tudo que acende, apaga

E o que era doce se acabou...


E quando eu penso em ir embora

Você não quer me dar razão

Me diz que eu tô jogando fora

O amor que tem no coração


Eu fico disfarçando

Finjo que não sei

Que em pouco tempo rola


Tudo outra vez...(2x)

r

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Amor por Camões


Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer.


É um não querer mais que bem querer;

É um andar solitário entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É um cuidar que se ganha em se perder.


É querer estar preso por vontade

É servir a quem vence o vencedor,

É ter com quem nos mata lealdade.


Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade;

Se tão contrário a si é o mesmo amor?




Luis de Camões

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quando envelhecemos?


ENVELHEÇO
quando me fecho para as novas idéias e me torno radical...


ENVELHEÇO
quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar...


ENVELHEÇO
quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar...


ENVELHEÇO
quando meu pensamento abandona sua casa e retorna sem nada acrescentar...


ENVELHEÇO
quando muito me preocupo e depois me culpo por não ter tido motivos para me preocupar...


ENVELHEÇO
quando penso demasiadamente em mim mesmo e conseqüentemente, dos outros, ompletamente me esqueço...


ENVELHEÇO
quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar!


ENVELHEÇO
quando tenho a chance de amar e daí o coração se põe a pensar:
"Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar?"


ENVELHEÇO
quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta de minha alma e ponho a me lamentar...


ENVELHEÇO,
enfim, quando paro de lutar...


Fonte: Autor desconhecido

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Retrata o meu momento, um feliz momento de descoberta



TEMPO QUE FOGE


Ricardo Gondim


Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.


Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.


Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.


Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.


Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação" , onde "tiramos fatos à limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.


Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada:


- Gosto, e ponto final!


Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos. Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.


Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Para as minhas melhores amigas, irmãs e filhas - Veja como cabe direitinho na nossa vida



Miss Imperfeita



Martha Medeiros







Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'


Martha Medeiros - Jornalista e escritora

domingo, 11 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Fernando Pessoa pra você


Poema do amigo aprendiz


Quero ser o teu amigo.

Nem demais e nem de menos.

Nem tão longe e nem tão perto.

Na medida mais precisa que eu puder.


Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,

Da maneira mais discreta que eu souber.

Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.

Sem forçar tua vontade.


Sem falar, quando for hora de calar.

E sem calar, quando for hora de falar.

Nem ausente, nem presente por demais.

Simplesmente, calmamente, ser-te paz.


É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!

E por isso eu te suplico paciência.

Vou encher este teu rosto de lembranças,

Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...


Para minha amiga Eunides, pensei nela e ela me achou

Mae e filhão

Soneto do amigo


Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo


Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado


E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover


E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...


Encontros e Despedidas


ENCONTROS E DESPEDIDAS



Composição: M. Nascimento E F. Brant





Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando



Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero



Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar



E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Amigos!

Jonh, é um amigo querido! É um destes que adivinha seu estado de espírito e tem sempre a palavra certa.

palavras do John




Hoje quero falar um pouquinho de sabedoria milenar.

Nas primeiras vezes que li um versículo de Paulo aos Romanos, por mais que me esforçasse, eu não conseguia entender o verdadeiro significado de suas palavras.



“Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas”.

Romanos 2: 1



Porem, na medida em que eu me exercitava para aprender não julgar, e começava a obter um tímido êxito nesta difícil tarefa, eu conseguia entende-las melhor.

Porque julgar não ajuda, não favorece, não alegra.

Ao contrário, sempre que julgamos nos sentimos mal com aquele sentimento, e por isto mesmo “a ti mesmo te condenas”.

E não é apenas o mau julgamento que nos traz a auto condenação, os bons também, pois quando você sente dó de alguém e não faz nada para ajuda-lo, você estará apenas julgando, e por este gesto carregando uma dor que não lhe pertencia antes de julga-lo.

É um bom exercicio, vale a pena tentar....

John.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Amanda - Feliz aniversário!






Amanda - aquela que deve ser muito amada




Este é o significado do seu nome, espero ter feito você acreditar que te amo muito, e acima de tudo tenho muito respeito e muito orgulho de você. Rogo a Deus que lhe mantenha determinada em busca dos seus objetivos.




Te amo




E sua música é:




Amanda


Antônio Marcos
Composição: Taiguara



Amanda,
Vencido em meu castigo,
Eu trago a paz comigo
De volta pra ficar.




Amanda,
Recolhe meus pedaços,
Me acolhe nos teus braços,
Tome espaço dessa dor
E o teu lugar.




Amanda,
Perdi pela viagem
As forças e a coragem,
A imagem do que eu sou...




E o que eu sou,
O que escondeu a única verdade,
O que perdeu a última metade,
Amanda, o que partiu e desertou.




Te amando, te amando,
Vou esquecer a inútil liberdade,
Que eu sonhei ver nas luzes da cidade,
Amanda, vou te enfeitar de tanto amor!




Perdi pela viagem as forças,
as forças e a coragem,
E a imagem do que eu sou,
do que eu sou...




E o que eu sou,
O que escondeu a única verdade
O que perdeu a última metade,
Amanda, o que partiu e desertou.




Te amando, te amando,
Vou esquecer a inútil liberdade,
Que eu sonhei ver nas luzes da cidade,
Amanda, vou te enfeitar de amor!








Recadinho da Fátima Jaborandy



Deus não trabalha na ansiedade do homem.

As coisas acontecem na hora certa!

As coisas acontecem exatamente quando devem acontecer!


Leia a primeira linha com atenção.


Se Deus trouxe isto a você,

Ele lhe trará algo através disto!


Momentos felizes, louve a Deus.

Momentos difíceis, busque a Deus.

Momentos silenciosos, adore a Deus.

Momentos dolorosos, confie em Deus.

Cada momento, agradeça a Deus.


ILUSÕES DA VIDA



ILUSÕES DA VIDA


Francisco Otaviano


Quem passou pela vida em branca nuvem
E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu:
Foi espectro de homem, não foi homem,
Só passou pela vida, não viveu.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

MAL ACOSTUMADO



Mal acostumado




Araketu




Amor de verdade eu só senti
Foi com você meu bem
E todas as loucuras desse nosso amor
Você me deu também


Você faz parte da minha vida
E fica tão difícil dividir
Você de mim


E quando faz carinho e me abraça
Aí eu fico de graça
Te chamando pra me amar... ah


Mal acostumado
Você me deixou
Mal acostumado
Com o seu amor


Então volta
Traz de volta o meu sorriso
Sem você não posso ser feliz


Mal acostumado
Você me deixou
Mal acostumado
Com o seu amor
Então volta


Traz de volta o meu sorriso
Sem você não posso ser feliz
Amor de verdade eu só senti
Foi com você meu bem
E todas as loucuras desse nosso amor
Você me deu também
Você faz parte da minha vida
E fica tão difícil dividir
Você de mim


E quando faz carinho e me abraça
Aí eu fico de graça
Te chamando pra me amar... ah
Mal acostumado
Você me deixou
Mal acostumado
Com o seu amor
Então volta


Traz de volta o meu sorriso
Sem você não posso ser feliz
Mal acostumado


Você me deixou
Mal acostumado
Com o seu amor
Então volta


Traz de volta o meu sorriso
Sem você não posso ser feliz


Mal acostumado
Você me deixou
Mal acostumado
Com o seu amor
Então volta
Traz de volta o meu sorriso
Sem você não posso ser feliz

VIDA CIGANA

Vida Cigana


Raça Negra
Composição: Geraldo Espíndola


Oh, meu amor!
Não fique triste...
Saudade existe pra quem sabe ter,
Minha vida cigana me afastou de você,
Por algum tempo que eu vou ter que viver por aqui, longe de você,
Longe do seu carinho...
E do seu olhar, que me acompanha já tem muito tempo
Penso em você a cada momento
Sou água de rio que vai para o mar
Sou nuvem nova que vem pra molhar essa noiva que é você
Pra mim você é linda
Dona do meu coração
Que bate tanto quando te vê
É a verdade que me faz viver
O meu coração bate tanto quando te vê
É a verdade que me faz viver
Repetir Tudo
O meu coração bate tanto quando te vê
É a verdade que me faz viver...
O meu coração...

AI QUE SAUDADE D'OCÊ


Ai Que Saudade D'ocê


Fagner
Composição: Vital Farias


Não se admire se um dia,
um beija flor invadir
A porta da tua casa,
te der um beijo e partir
Foi eu que mandei o beijo
que é pra matar meu desejo
Faz tempo que eu não te vejo,
ai que saudade d'ocê
Se um dia ocê se lembrar,
escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio,
com frases dizendo assim
Faz tempo que eu não te vejo,
quero matar meu desejo
Lhe mando um monte de beijo
ai que saudade sem fim
E se quiser recordar
aquele nosso namoro,
quando eu ia viajar
Você caía no choro,
eu chorando pela estrada,
mas o que eu posso fazer
trabalha é minha sina
eu gosto mesmo é d'ocê

Nervos de Aço


Nervos de Aço


Fagner
Composição: Lupcínio Rodrigues


Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
Ter loucura por uma mulher
E depois encontrar este amor, meu senhor
Nos braços de um outro qualquer


Você sabe o que é ter um amor, meu senhor
E por ele quase morrer
E depois encontrá-lo em um braço
Que nenhum pedaço do seu pode ser


Há pessoas com nervos de aço
Sem sangue nas veias e sem coração
Mas não sei se passando o que passo
Talvez não lhe venha qualquer reação


Eu não sei se o que trago no peito
É ciúme, despeito, amizade ou horror
Eu só sei é que quando eu a vejo

Maria Luiza/ fagner

Maria Luiza

Fagner




Foi o destino quem quis
Dar-te ares de duquesa
Dois olhinhos de turquesa
E nome de imperatriz


Olhar que voa cantando
Um coração quando passa
Dentro das veias vibrando
O sangue da velha raça


Pra explicar-te a frase cai
Sem que a razão acompanhe
Se o fino encanto do pai, se o claro espírito da mãe


Mas pensando em tua graça
Que o alto céu aprontou
Eu sei que nela perpassa
A velha verve do avô


Talvez o tempo decida
Num belo dia que verei
Tu ires fazer a vida com quem tem nome de rei

PERFECT/TRAD

Perfect


Simple Plan
Composição: David Desrosiers



Hey dad look at me
Think back and talk to me
Did I grow up according to the plan ?
And do you think I'm wasting my time doing things I wanna do?
But it hurts when you disapprove all along
And now I try hard to make it
I just wanna make you proud
I'm never gonna be good enough for you
I can't pretend that
I'm alright
And you can't change me
'Cause we lost it all
Nothing lasts forever
I'm sorry
I can't be perfect
Now it's just too late
And we can't go back
I'm sorry
I can't be perfect
I try not to think
About the pain I feel inside
Did you know you used to be my hero?
All the days you spent with me
Now seem so far away
And it feels like you don't care anymore
And now I try hard to make it
I just wanna make you proud
I'm never gonna be good enough for you
I can't stand another fight
And nothing's alright
'Cause we lost it all
Nothing lasts forever
I'm sorry
I can't be perfect
Now it's just too late
And we can't go back
I'm sorry
I can't be perfect
Nothing's gonna change the things that you said
Nothing's gonna make this
right again
Please don't turn your back
I can't believe it's hard
Just to talk to you
But you don't understand
'Cause we lost it all
Nothing lasts forever
I'm sorry
I can't be perfect
Now it's just too late
And we can't go back
I'm sorry
I can't be perfect
'Cause we lost it all
Nothing lasts forever
I'm sorry
I can't be perfect
Now it's just too late
And we can't go back
I'm sorry
I can't be perfect


PERFEITO/TRAD


Ei pai olhe para mim
Pense no passado e me diga
Eu cresci de acordo com os seus planos?
E você pensa que eu estou desperdiçando o meu tempo fazendo coisas que eu gosto de fazer?
Mas machuca quando você desaprova tudo
E agora tento ficar bem
Eu apenas queria fazer você se sentir orgulhoso
Eu nunca serei bom o suficiente pra você
Eu não consigo fingir que
Eu estou bem
E você não pode me mudar
Porque nós perdemos tudo
Nada dura para sempre
Me desculpe, eu não consigo ser perfeito
agora é apenas muito tarde
Nós não podemos voltar atrás
Me desculpe, eu não consigo ser perfeito
E tento não pensar
Sobre a dor que eu sinto interiormente
Você sabia que costumava ser o meu herói?
Todos os dias que você passou comigo
Agora parecem tão distantes
E parece que você não se liga mais
E agora eu tento ficar bem
Eu apenas queria fazer você se sentir orgulhoso
Eu nunca serei bom o suficiente pra você
Eu não consigo suportar outra briga
E nada está bem
Porque nós perdemos tudo
Nada dura para sempre
Me desculpe
Eu não consigo ser perfeito
E agora é apenas muito tarde
Nós não podemos voltar atrás
Me desculpe
Eu não consigo ser perfeito
Nada vai mudar as coisas que você disse
Nada vai fazer isso certo novamente
Por favor não vire as costas
Eu não consigo acreditar que é tão difícil
Somente falar com você
Mas você não entende
Porque nós perdemos tudo
Nada dura para sempre
Me desculpe
Eu não consigo ser perfeito
E agora é apenas muito tarde
Nós não podemos voltar atrás
Me desculpe
Eu não consigo ser perfeito
Porque nós perdemos tudo
Nada dura para sempre
Me desculpe
Eu não consigo ser perfeito
E agora é apenas muito tarde
Nós não podemos voltar atrás
Me desculpe
Eu não consigo ser perfeito.



Luzia Profeta adora esta poesia



A Orgulhosa


Trasíbulo Ferraz


N’um baile Deixa-te disso, criança.
Deixa-te de orgulho, sossega:
Olha que o mundo é um oceano
Por onde o acaso navega.
Hoje, ostentas nas salas
As tuas pomposas galas,
Os teus brasões de rainha.
Amanhã, talvez, quem sabe ?!
Esse teu orgulho se acabe,
Seja-te a sorte mesquinha.

Ainda há pouco pedi-te...
Pedi-te para valsar...
Disseste é plebeu, é pobre,
Não me quiseste aceitar !
No entretanto ignoras
Que aquele a quem tanto adoras,
Que te conquista e seduz,
Embora seja da nata,
É plena figura chata,
É fósforo que não dá luz !

Deixa-te disso, olha bem:
Que a sorte dá, nega e tira !
Sangue azul, avós fidalgos
Já neste século é mentira:
Todos nós somos iguais,
Os grandes, os imortais.
Foram plebeus, como eu sou,
Ouve mais esta lição:
Grande foi Napoleão,
Grande foi Victor Hugo.

Que serve nobre família,
Linhagem pura de avós,
Se o sangue dos reis é o mesmo
O mesmo que corre em nós ?
O que é belo e sempre novo
É ver-se o filho do povo
Saber lutar e subir
De braços dados com a glória,
Pra o Pantheon da história
Pra conquistar o porvir

De nada vale o que tens
Que não me podes comprar !
Ainda que possuísses
Todas as pérolas do mar !
És fidalga, eu sou poeta,
Tens dinheiro, eu completa
Riqueza no coração;
Não troco uma estrofe minha
Por um colar de rainha
Nem por troféus de latão.

Agora sim, já é tempo
De te dizer quem sou eu:
Um moço de vinte anos
Que se orgulha em ser plebeu;
Um lutador que não cansa,
Que ainda tem esperança
De ser mais do que hoje é:
Lutando pelo direito,
Pra esmagar o preconceito
Da fidalguia sem fé.

Por isso quando me falas
Com esse desdém e altivez...
Rio-me tanto de ti,
Chego a chorar muitas vezes...
Chorar sim, porque calculo
Nada pode haver mais nulo
Mais degradante e sem sal,
Do que a mulher presumida
Tola, vaidosa, atrevida.
Soberba, inculta e banal.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Creia


Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo.

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão."(1 Coríntios 15:57,58)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Salmo-30 é poderoso !



Exaltar-te-ei, ó SENHOR, porque tu me exaltaste; e não fizeste com que meus inimigos se alegrassem sobre mim.
SENHOR meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste.
SENHOR, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo.
Cantai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e celebrai a memória da sua santidade.
Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
Eu dizia na minha prosperidade: Não vacilarei jamais.
Tu, SENHOR, pelo teu favor fizeste forte a minha montanha; tu encobriste o teu rosto, e fiquei perturbado.
A ti, SENHOR, clamei, e ao Senhor supliquei.
Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade?
Ouve, SENHOR, e tem piedade de mim, SENHOR; sê o meu auxílio.
Tornaste o meu pranto em folguedo; desataste o meu pano de saco, e me cingiste de alegria,
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. SENHOR, meu Deus, eu te louvarei para sempre.

Nossa oração de criança, quando estavámos em apuros...e dava muito certo.



'SANTO ANJO DO SENHOR,

MEU ZELOSO GUARDADOR,

SE A TI ME CONFIOU A PIEDADE DIVINA,

SEMPRE ME REGE,

ME GUARDA,

ME GOVERNA,

ME ILUMINA.

AMÉM!'

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Os últimos fumantes.....


Pai e filho! Alessandro, toca muito

Festa do Bonito!

Muita moda de viola!


Eu disse que fiquei meio gordinha e ele disse "não tem importancia eu também fiquei meio feio"



Em pleno sermão!
Esse é o Padre Adão, é o padre berranteiro. Missa boiadeira! Linda!!!!!

domingo, 6 de setembro de 2009

festa do bonito- violeiros 01





Muita música!!' Show

de moda de viola a vem sambar com o meu povo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Os cisnes



" Os Cisnes "


Júlio Salusse (1872/1948)

A vida, manso lago azul, algumas
vezes, algumas vezes mar fremente,
tem sido para nós, constantemente,
um lago azul, sem ondas, sem espumas.


E nele, quando, desfazendo brumas
matinais, rompe um sol vermelho e quente,
nós dois vogamos indolentemente
como dois cisnes de alvacentos plumas.


Um dia, um cisne morrerá por certo.
Quando chegar esse momento incerto
no lago, onde talvez a água se tisne,


- que o cisne vivo, cheio de saudade,
nunca mais cante, nem sozinho nade,
nem nade nunca ao lado de outro cisne.


Júlio Mário Salusse
Bom Jardim, Município de Nova Friburgo
in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Revoluçao da alma / Aristóteles - 360ac









“Ninguém é dono da sua felicidade,


Por isso não entregue, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém,




Absolutamente ninguém.


Somos livres, não pertencemos a ninguém!




E não podemos querer ser donos dos desejos,


da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.




A razão da sua vida é você mesmo.


A tua paz interior é a tua meta de vida.


Quando sentires um vazio na alma,


Quando acreditares que ainda está faltando algo,


Mesmo tendo tudo,


Remete teu pensamento para os teus desejos mais íntimos


e busque a divindade que existe em você.




Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você…


Não coloque objetivos longe demais de suas mãos,


Abrace os que estão ao seu alcance hoje.


Se andas desesperadas por problemas financeiros,


amorosos ou de relacionamentos familiares,


Busca em teu interior a resposta para acalmar-te,


Você é reflexo do que pensas diariamente.


Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você,


E você estará afirmando para você mesmo


que está “pronto” para ser feliz.




Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.




Pare de esperar a felicidade sem esforços.


Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.


Critique menos,


trabalhe mais,


E não esqueça nunca de agradecer.


Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.


Nossa compreensão do universo, ainda é muito pequena para julgar


o que quer que seja na nossa vida.




Por fim acredite que não estamos sozinhos em nossas caminhadas um instante sequer,


se nossos passos forem dados em busca de justiça e igualdade!




A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.”
Aristóteles (texto escrito no ano 360 a.C

Batatinha/ Por Ivan Pereira



"Batatinha quando nasce,
Espalha ramas pelo chão
Menininha quando dorme
Põe a mão no coração"

Amanda/ Feliz Anivesário


Amanda

Antônio Marcos
Composição: Taiguara

Amanda,
Vencido em meu castigo,
Eu trago a paz comigo
De volta pra ficar.

Amanda,
Recolhe meus pedaços,
Me acolhe nos teus braços,
Tome espaço dessa dor
E o teu lugar.

Amanda,
Perdi pela viagem
As forças e a coragem,
A imagem do que eu sou...

E o que eu sou,
O que escondeu a única verdade,
O que perdeu a última metade,
Amanda, o que partiu e desertou.

Te amando, te amando,
Vou esquecer a inútil liberdade,
Que eu sonhei ver nas luzes da cidade,

Amanda, vou te enfeitar de tanto amor!
Perdi pela viagem as forças,
as forças e a coragem,
E a imagem do que eu sou,
do que eu sou...

E o que eu sou,
O que escondeu a única verdade
O que perdeu a última metade,

Amanda, o que partiu e desertou.
Te amando, te amando,

Vou esquecer a inútil liberdade,
Que eu sonhei ver nas luzes da cidade,
Amanda, vou te enfeitar de amor!

" Poema da Independência "



" Poema da Independência "


Oliveira Ribeiro Netto


O português veio de longe, de terras de além-mar,
e trouxe uma cruz de sangue nas velas cor de luar.
Ele era velho, mas tinha a alma forte,
e várias vezes afrontara a morte
nas incursões dos mouros pelo seu pais.
Tinha no sangue a nobreza dos cavaleiros d’EL Rei Don Luiz.
O acaso o trouxe num veleiro,
e ele viu que sob a proteção doirada do cruzeiro
uma cabocla vivia entre a folhagem,
livre como o vento ou como o jaguar selvagem
nas suas correrias pelo campo em fora,
coroada de penas de tucano cor de aurora,
os membros de bronze banhados de luz.
E ele via que a forca do seu arcabuz
era maior que a da flecha emplumada da aljava,
e pôs nos punhos morenos algemas de escrava.
E a cabocla, ao toque do boré,
nas noites de luar não pode mais dançar a puracé,
e nem correr pelos bosques bravios,
nem investir contra a fúria dos rios
na piroga que ela governava.
O Branco dissera: Tu és minha escrava!
E o eco afirmara : escrava... escrava. . ..
Para o português eram os melhores frutos que colhia,
as pepitas de ouro que ela descobria,
toneladas sangrentas de pau-brasil,
diamantes de luz e safiras de anil.
Para ele a beleza, a força, a agilidade:
A velhice dominando a mocidade.
Mas com o tempo nos músculos de bronze cresceu a resistência,
quebraram-se as cadeiras, raiara a independência!
A índia era livre, as terras de norte a sul
eram dela! A Guanabara azul,
os lençóis verdes dos pampas,
os cafezais paulistas, as rampas
recheadas de ouro das serras mineiras,
as praias do norte eriçadas de palmeiras,
ondulações verdes de canaviais,
quilômetros e quilômetros de cúpulas verde-amarelas de ipês e seringais,
alvoradas vermelhas, tardes cheirando a flor,
tudo era dela!
A Liberdade! O seu primeiro anseio de nacionalidade,
a Liberdade, o seu primeiro amor!


(Antologia da Nova Poesia Brasileira - J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1948)

Primavera / Olavo Bilac



Primavera


Olavo Bilac


Ah! quem nos dera que isso, como outrora,
inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
que inda juntos pudéssemos agora
ver o desabrochar da primavera!


Saíamos com os pássaros e a aurora,
e, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"


E esse corpo de rosa recendia,
e aos meus beijos de fogo palpitava,
alquebrado de amor e de cansaço....


A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera...E eu te levava,
primavera de carne, pelo braço!

Celebração à vida/ autor desconhecido



A vida é curta,


quebre regras,

perdoe rapidamente,

beije lentamente,

ame de verdade,

ria descontroladamente,


e nunca pare de sorrir,

por mais estranho que seja o motivo.


lembre-se que não há prazer sem riscos.


A vida pode não ser a festa que esperávamos,

mas uma vez que estamos aqui,

temos que comemorar!!!


Aprecie....

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Os Ombros Suportam o Mundo



Os ombros suportam o mundo


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.


Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.


Pouco importa venha velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Mamãe se inspirou assim pra me dar este nome





MARISE,

Alcides Gerardi - 1951



HOJE VIVO A SONHAR,
QUANDO EM TI A PENSAR,
DE EMOÇÃO ESTREMEÇO E COMEÇO A CHORAR

OUTRORA,
NOSSAS JURAS DE AMOR
TINHAM TODO CALOR
DE QUEM SENTE A TERNURA E A
VENTURA DE AMAR

ASSIM, HOJE AFINAL,
PERDI O MEU IDEAL

MARISE,
HOJE CANTO A ENGANAR
NA LOUCURA DE AMAR
A QUEM TANTO ADOREI
COMO A SANTA NO ALTAR

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Fernando Pessoa


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!


quinta-feira, 27 de agosto de 2009

OS CISNES/ JULIO SALUSSE



" Os Cisnes "



Júlio Salusse (1872/1948)



A vida, manso lago azul, algumas
vezes, algumas vezes mar fremente,
tem sido para nós, constantemente,
um lago azul, sem ondas, sem espumas.



E nele, quando, desfazendo brumas
matinais, rompe um sol vermelho e quente,
nós dois vogamos indolentemente
como dois cisnes de alvacentos plumas.



Um dia, um cisne morrerá por certo.
Quando chegar esse momento incerto
no lago, onde talvez a água se tisne,



- que o cisne vivo, cheio de saudade,
nunca mais cante, nem sozinho nade,
nem nade nunca ao lado de outro cisne.





Júlio Mário Salusse
Bom Jardim, Município de Nova Friburgo
in
"Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou"
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed. 1963

Minha amiga Dorothea Rutkowski me mandou este maravilhoso poema

O poema veio com o recado:
Minha amiga, te mando aqui um poema de Cleide Canton , a citação é de Rui barbosa atualíssimo.Beijos,Dorothea


SINTO VERGONHA DE MIM

Sinto vergonha de mim…
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !

” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.

(Rui Barbosa)

Balada do Amor que não Veio.



Balada do Amor que não Veio.


J.G.de Araújo Jorge


Se acaso penso em ti, me inquieta o pensamento...
Por que havias de vir assim tarde demais?
Bem que eu tinha de há muito um cruel pressentimento,
-- e há sempre um desespero em nós, se num momento
desejamos voltar a vida para trás...
Neste instante imagino o que teria sido
o meu vago destino desorientado,
se antes, eu já te houvesse um dia conhecido,
a esse tempo, meu Deus!... -- e esse tempo perdido
pudesse ao teu convívio ter aproveitado!
Não há nada entre nós, nada... e em verdade há a vida
que nos chama e nos prende!... E já agora imagino
que aqui estas ao meu lado a ouvir-me comovida
e me entregas a mão, -- e entrego-te vencida
a minha alma, -- e com ela todo o meu destino!
Não há nada entre nós, -- mas se nos encontramos
ouvirás de hoje em diante um poema onde tu fores,
-- trouxemos o destino estranho de dois ramos,
separados, -- que importa? ainda assim nos juntamos
confundindo as ramagens, misturando as flores...
E eu nem te vi direito! Um olhar sob um véu,
(há qualquer coisa estranha num olhar velado...)
-- um olhar, -- não direi que em teu olhar há um céu,
quando sei que afinal há tanta angustia e fel
em tudo o que me tens da vida revelado!
Acompanhei-te o vulto um segundo, alguns passos,
nada mais, e no entanto, se quiser pensar
sou capaz de te ver, ( há gestos nos espaços,
e guardei a visão dos teus braços, -- teus braços
guardei-os, como dois clarões dentro do olhar!)
E devem ser macias as tuas mãos, -- não ouso
pensar no que elas guardem nos seus finos dedos,
-- pensando em tuas mãos, penso em sombra, em
repouso,
num lugar quieto e bom, e num vento amoroso
a soprar entre as folhas múrmuros segredos...
Mas... que saibas perdoar estas coisas que escrevo,
pensei-as a escutar distante a tua voz,
e há algumas coisas mais, que a dizer não me atrevo,
é que escrevo demais, e não posso, e não devo,
e não tenho o direito de falar de nós...


Eu escrevi um poema triste



EU ESCREVI UM POEMA TRISTE


Mario Quintana


Eu escrevi um poema triste

E belo, apenas da sua tristeza.

Não vem de ti essa tristeza

Mas das mudanças do Tempo,

Que ora nos traz esperanças

Ora nos dá incerteza...

Nem importa, ao velho Tempo,

Que sejas fiel ou infiel...

Eu fico, junto à correnteza,

Olhando as horas tão breves...

E das cartas que me escreves

Faço barcos de papel!